O Apicultor

Published by C. F. da Silva™ under , , on 20:57

Em uma bela manhã de primavera cuja parecia ainda mais linda e florida que o normal, o sol brilhava radiante trazendo luz e vida ao pequeno vilarejo de Little Land.
Não muito distante dali habitava próximo a um riacho cujo contornava o vilarejo, um senhor já com idade bem avançada. Entretanto sua vivacidade era a de um menino. Trabalhava e acordava cedo diariamente; sua atividade predileta era a apicultura, possuía centenas de colméias de dezenas de espécies diferentes de abelhas, sendo todas silvestres e inofensivas. Nesta época do ano os enxames eram mais abundantes para suprir a demanda de flores cuja era interminável, afinal ali perto estava o Vale dos Ipês cujo estava todo florido transparecendo a primavera.
Este senhor observando suas colmeias de causar inveja a qualquer apicultor notou que uma delas não possuía uma população tão grandiosa quanto as demais, então decidiu abri-la para ver se havia algo de errado. Feito isso notou-se que se tratava de uma espécie cuja nem o próprio dono tinha conhecimento de sua existência e com poucos componentes na colmeia pode-se observar algo difícil de se notar quando trata-se de um enxame de grande porte. Uma das operárias estava no mais lindo processo da produção melifica, desde a coleta do néctar até a parte final.
-Que inveja tenho de ti pequenina, és namorada das flores e mesmo em um momento cujo em seres humanos é repulsivo tu transformas em beleza, ingeris o néctar e o regojita transformando em mel. Ó pequena me ensinas qual o doce da vida, e me ajude a acabar com minha amargura?
O velho senhor levava uma vida amargurada, não mantinha contato nem laços de amizade com ninguém, vivia isolado de tudo e todos a não ser suas abelhas com quem costumava conversar.
Após um minuto de silêncio o apicultor sem obter resposta virou as costas e deixou ali sua colmeia indo cabisbaixo para seu casebre cujo estava em péssimo estado, seu telhado feito de folhas de Palmeira Real estava prestes a desabar então:
-Pobre homem, será que a idade danificou sua visão? O verdadeiro doce da vida ele já possui, só falta saber aproveita-lo pois o verdadeiro doce da vida é ela própria.

C. F. da Silva

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