The Drow Tales #2#
Published by C. F. da Silva™ under Contos, ContosM on 15:45
Uma leve brisa soprou arrastando algumas folhas secas cujas dançavam rodopiante tendo apenas seus ruídos mínimos como som naquele momento.
Nada fora dito, la de cima do imenso portão apenas olharam despreocupados dois sentinelas cujos repousavam ao nascer do dia.
-Vejo que terei que usar da força. - novamente o drow abaixara sua cabeça, dessa vez cobrindo-a com o grande capuz de sua túnica.
Neste momento os guardas esboçaram uma pequena reação.
-Hum, não use demais sua força ou vai acabar arranhando os portões. - disse um ironicamente sorrindo e provocando risadas em seu companheiro.
-Aproveite toda sua força e empurre o sol um pouco para o norte, está irritando meus olhos. - este dissera mantendo o tom de ironia e descaso.
O drow subitamente colocara sua “bengala” em uma espécie de alça em sua mochila de forma transversal e tomou em suas mãos seu flautim, e para a surpresa de todos começou a toca-lo levemente.
Tratava-se de uma melodia doce e suave, a brisa tornou-se continua porém ainda leve, a medida que o drow ia tocando sua melodia ia se tornando mais acelerada, logo era frenética e nada suave, possuía uma sugestividade de tensão e batalha, a leve brisa se tornou uma ventania e a terra começara a tremer.
Os dois sentinelas neste momento tiveram seus sorrisinhos convertidos em olhares de pavor e medo.
Os tremores eram contínuos e a ventania também.
A situação estava caótica quando ao longe pode-se avistar saindo de traz das montanhas ilusoriamente saindo de dentro do amarelo e vívido sol um esquadrão.
Três centenas de soldados drows marchavam em ritmo acelerado guiados pelo som do flautim e sua melodia epicêntrica.
O sol já podia ser visto completamente quando o esquadrão chegara até o portão e seçaram sua marcha ao comando do que parecia ser o capitão da esquadra.
-Eu disse que ia precisar de nós! - este disse murmurante ao ouvido do flautinista que por sua vez parou de tocar finalmente, dando fim aos tremores e à ventania e disse sorrindo de forma disfarçada:
-Eles nunca abrem!
-Eu prefiro assim! - disse o capitão virando-se para o esquadrão e ordenando em alto e bom som:
C. F. da Silva
1 comentários:
Yohohoho Bardo...
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